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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Parcialidade global

O Sportv (canal fechado que pertence às organizações Globo) tem em seu quadro de funcionários um pseudo-jornalista chamado Renato Maurício Prado. Esse flamenguista doente (pré-requisito fundamental para trabalhar no jornalismo esportivo da Globo) mostra toda a sua ridícula parcialidade nesse vídeo que traz trechos de programas da emissora, onde o citado fala um monte de asneiras.
Vejam como um jornalista de verdade não deve proceder. Mas o melhor de tudo são as cutucadas que ele recebe no ar, mostrando toda a sua falta de inteligência e despreparo jornalístico.
Chega a ser bizarro acreditar que um sujeito como esse atua como jornalista profissional, mas conhecendo nosso cenário esportivo, onde poucos se salvam, podemos entender o porquê de tamanha estupidez.
Fica uma indagação: se ele fosse parcial dessa mesma forma, porém em favor de um time que não fosse o Flamengo, será que teria um emprego na Globo?


 Moisés Bonniek

sábado, 23 de abril de 2011

Nossa vastidão de "craques"

A imprensa esportiva é marcada, além da falta de qualidade, pelos exageros.
O que quero deixar estanque aqui é a banalização da palavra craque designada a jogadores de futebol. Qualquer um é craque. Basta jogar uma bolinha, fazer um golaço, dar dois dribles seguidos, já é o suficiente.
Apesar dos 27 anos (dos quais 18 acompanhando futebol), sou de um tempo em que o cara tinha que ralar um pouco mais pra ser considerado craque. E pra minha felicidade, como amante do futebol bem jogado, havia muitos craques no futebol brasileiro, bem diferente do que se tem hoje. Atualmente, existe uma gritante diferença entre o que é considerado e o que é de fato um craque.
Nessa pressão toda em cima dos pseudo-craques, podemos pensar na injeção de “ânimo” dos empresários nos jornalistas esportivos. Creio que isso realmente ocorra, afinal são os empresários que mandam no futebol brasileiro atual. Colocar dinheiro para promover suas “jóias” faz parte do investimento. Mas não creio que seja apenas isso.
A ideologia do brasileiro bom de bola é muito forte. E isso a imprensa perpetua com gosto. Se Herrera (argentino do Botafogo-RJ) faz um gol finalizando da intermediária no ângulo, é um belo gol. Mas se Willian (brasileiro do Avaí-SC) marca um tento com mesmas características, é um GOLAAAAAÇOO. Um FOGUETAAAAAÇO (rasgando a voz à la André Rening).
Sem falar nas comparações esdrúxulas. Miranda é melhor que Terry. Quem é melhor: Zico ou Zidane? Hernanes e Gerrard, quem ganha este duelo? E por aí vai.
Nesta semana estava assistindo a mais um espetáculo de Lionel Messi. Mas, Nick, foi o Real Madri que ganhou a Copa do Rei da Espanha. Tem nada a ver. Se David Villa e Xavi jogassem metade do que sabem, dificilmente o Barça não sairia vencedor. Bem, voltando a Lionel. O cara jogou demais, eu ria toda vez que ele pagava na bola. Eram no mínimo 3 marcadores velozes e furiosos em cima de La Pulga, e foram poucas as vezes que tiveram êxito em cima dele. Em um lance ele fintou 4 merengues e deixou Pedro livre para concluir à meta, mas poucos centímetros deixaram o avançado espanhol impedido. Aí eu fiquei pensando: neste numeroso contingente de craques, Messi seria o quê?


Mas craque mesmo é só brasileiro, né? Lucas é craque. Cicinho é craque. Diego Maurício é craque. Diego Souza é craque. Tyson é craque. Vamos lá amigos, completem a lista de “craques” nos comentários. Mas lembrem-se, devem ser “craques” (risos), como estes já citados.

Nicholas Moreno