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sábado, 23 de abril de 2011

Nossa vastidão de "craques"

A imprensa esportiva é marcada, além da falta de qualidade, pelos exageros.
O que quero deixar estanque aqui é a banalização da palavra craque designada a jogadores de futebol. Qualquer um é craque. Basta jogar uma bolinha, fazer um golaço, dar dois dribles seguidos, já é o suficiente.
Apesar dos 27 anos (dos quais 18 acompanhando futebol), sou de um tempo em que o cara tinha que ralar um pouco mais pra ser considerado craque. E pra minha felicidade, como amante do futebol bem jogado, havia muitos craques no futebol brasileiro, bem diferente do que se tem hoje. Atualmente, existe uma gritante diferença entre o que é considerado e o que é de fato um craque.
Nessa pressão toda em cima dos pseudo-craques, podemos pensar na injeção de “ânimo” dos empresários nos jornalistas esportivos. Creio que isso realmente ocorra, afinal são os empresários que mandam no futebol brasileiro atual. Colocar dinheiro para promover suas “jóias” faz parte do investimento. Mas não creio que seja apenas isso.
A ideologia do brasileiro bom de bola é muito forte. E isso a imprensa perpetua com gosto. Se Herrera (argentino do Botafogo-RJ) faz um gol finalizando da intermediária no ângulo, é um belo gol. Mas se Willian (brasileiro do Avaí-SC) marca um tento com mesmas características, é um GOLAAAAAÇOO. Um FOGUETAAAAAÇO (rasgando a voz à la André Rening).
Sem falar nas comparações esdrúxulas. Miranda é melhor que Terry. Quem é melhor: Zico ou Zidane? Hernanes e Gerrard, quem ganha este duelo? E por aí vai.
Nesta semana estava assistindo a mais um espetáculo de Lionel Messi. Mas, Nick, foi o Real Madri que ganhou a Copa do Rei da Espanha. Tem nada a ver. Se David Villa e Xavi jogassem metade do que sabem, dificilmente o Barça não sairia vencedor. Bem, voltando a Lionel. O cara jogou demais, eu ria toda vez que ele pagava na bola. Eram no mínimo 3 marcadores velozes e furiosos em cima de La Pulga, e foram poucas as vezes que tiveram êxito em cima dele. Em um lance ele fintou 4 merengues e deixou Pedro livre para concluir à meta, mas poucos centímetros deixaram o avançado espanhol impedido. Aí eu fiquei pensando: neste numeroso contingente de craques, Messi seria o quê?


Mas craque mesmo é só brasileiro, né? Lucas é craque. Cicinho é craque. Diego Maurício é craque. Diego Souza é craque. Tyson é craque. Vamos lá amigos, completem a lista de “craques” nos comentários. Mas lembrem-se, devem ser “craques” (risos), como estes já citados.

Nicholas Moreno

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tá de sacanagem, Luxa!?

Luxemburgo tem se mostrado bem criativo quando perguntado sobre o desempenho do seu protegido – Ronaldinho Globucho. Já inventou cada desculpa, uma mais absurda que a outra, por exemplo: logo após os primeiros treinos do baladeiro, quer dizer, do jogador no Flaglobo, era visível seu péssimo desempenho, sobre isso Luxa explicou que o craque não precisa treinar bem, pois mesmo treinando mal ele vai jogar bem. Genial! A verdade é que nem treinou e tampouco jogou bem.
Agora o treinador chegou ao limite. Questionado novamente sobre mais uma atuação apagada do seu queridinho, Luxa apelou: “Ronaldinho precisa de tempo pra se readaptar ao futebol brasileiro”.
Tá escrito idiota na testa de todo mundo? O cara chegou há três meses, vindo de uma temporada em andamento na Europa – reparem, ele estava em atividade –, joga com total liberdade no esquema do treinador, não precisa marcar ninguém, os outros se desdobram correndo por ele, e o coitadinho ainda precisa de tempo pra se readaptar? Mas qual o futebol mais competitivo? Vejamos exemplos como Liedson e Elano, que nem sequer estavam nos maiores centros do futebol europeu, mas vêm apresentando um futebol muito acima dos outros jogadores no Brasil. E os adversários do Flaglobo até agora? Mesmo jogando contra times péssimos, o irmão do leiloeiro Assis ainda não fez nada que a Globo pudesse ficar o tempo todo exibindo em sua programação esportiva, nem sequer um toque de calcanhar ou uma assistência, apenas um gol de falta (aquela tembém né! Até eu!) e uns golaços de pênalti.
Tão bizarro quanto as desculpas de Luxa só a medalha de honra concedida pela inútil Academia Brasileira de Letras (Paulo Coelho não é o limite!) ao Ronaldinho Globucho. Quando perguntaram ao mesmo qual o seu livro preferido, ele disse não ter um. Como um cara que nunca deve ter lido um livro pode ter um preferido? Mas cá pra nóis, pra que mesmo um cara como ele vai querer perder tempo lendo um livro? Se ele vive do jeito que pediu a Deus, de balada em balada, embolsando mais de um milhão por mês, pegando mulheres ou homens que quiser (nunca se sabe né!?), aparecendo na Globo o tempo todo, e vendo um monte de otários comprar camisas com o nome dele, tudo isso sem precisar fazer muito esforço pra merecer tais “homenagens”.

Moisés Bonniek