A imprensa nos últimos dias vem colocando em cheque a forma de Messi jogar pela seleção albiceleste. Dizem que ele não joga o mesmo futebol exibido com a camisa do Barcelona. Mas como jogar bem num time extremamente bagunçado e mal treinado por Checho Batista? E, além de tudo, não possui peças da mesma qualidade das do time catalão, como Xavi e Iniesta, principalmente.
Hoje, diante da Costa Rica, foi diferente das duas primeiras rodadas. Com um time melhor escalado, La Pulga pode deslanchar o seu encantador futebol. Pra se ter uma idéia, ele errou apenas 3 dos seus 62 passes aos companheiros, sendo grande parte enfiadas de bola e assistências que os deixavam cara a cara com o arqueiro adversário. O cara (e não somente por hoje) é um gênio! Não existe jogador nenhum atualmente que consiga fazer o que ele faz. Mas futebol é coletivo, e mesmo gênios precisam de coletivos bem postados taticamente para exibir sua genialidade. Pelé sempre jogou cercado por craques (Garrincha, Rivelino, Gerson). Cruif jogou no Carrossel holandês treinado por Rinus Mitchel. Beckembauer não ficava atrás ao lado de grandes nomes (Müller, Meier, Breitner). Maradona também estava bem acompanhado (Valdano, Passarella, Caniggia).
Afinal de contas, "quando o coletivo não vai bem, a individualidade não aparece" (Adenor "Tite", no Jogo Aberto da Band, recentemente).
E ainda tem outra pergunta: Quem jogou bem com a camisa da Argentina ultimamente? Então temos 23 jopgadores de clube?
Mesmo sem torcer como antes para a Albiceleste, não consigo ser indiferente à genialidade de Lionel Messi.
Nicholas Moreno
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terça-feira, 12 de julho de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Falar o quê?
Confesso que tem me faltado palavras para descrever Lionel Messi. Não vou me ater a números de sua carreira (e olhe que são impressionantes).
Nascido a 24 de junho de 1987, só poderia ser numa noite de São João mesmo – embora o festejo não aconteça na Argentina – pois é uma festa o que ele faz em campo. É alegria que contagia. Neste mundo nefasto e nojento que está o futebol profissional, ele ainda cativa minha atenção. Estou a cada dia que passa mais indiferente ao futebol profissional, o que não me impede de continuar amando este esporte, que infelizmente foi contaminado pelo capitalismo – mas isto fica pra outro texto.
No entanto, quando vejo aquele canhoto de 1,70 m conduzindo a bola como um "jogador de PS", não tem como ficar indiferente. No gol de ontem gritei como se fosse gol do Corinthians. Vibrava a cada tabela, a cada passe, a cada drible. Hoje sou “messiano”! Amo o futebol jogado por este cara. Um cara que joga com objetividade, simplicidade, humildade, não tenta ludibriar árbitros e nem procura confusão apesar de apanhar em campo. Leva porrada e levanta pra terminar o que começou. O cara é fantástico. Mas, falar o quê? É melhor ver, e felizes daqueles que podem um dia falar “eu vi Messi jogar”. Posso sintetizar seu futebol num misto de técnica, habilidade, leveza, força e alegria... muita alegria!!!
Nicholas Moreno (porra, to arrepiado mesmo, emocionado, obrigado, La Pulga)
sábado, 23 de abril de 2011
Nossa vastidão de "craques"
A imprensa esportiva é marcada, além da falta de qualidade, pelos exageros.
O que quero deixar estanque aqui é a banalização da palavra craque designada a jogadores de futebol. Qualquer um é craque. Basta jogar uma bolinha, fazer um golaço, dar dois dribles seguidos, já é o suficiente.
Apesar dos 27 anos (dos quais 18 acompanhando futebol), sou de um tempo em que o cara tinha que ralar um pouco mais pra ser considerado craque. E pra minha felicidade, como amante do futebol bem jogado, havia muitos craques no futebol brasileiro, bem diferente do que se tem hoje. Atualmente, existe uma gritante diferença entre o que é considerado e o que é de fato um craque.
Nessa pressão toda em cima dos pseudo-craques, podemos pensar na injeção de “ânimo” dos empresários nos jornalistas esportivos. Creio que isso realmente ocorra, afinal são os empresários que mandam no futebol brasileiro atual. Colocar dinheiro para promover suas “jóias” faz parte do investimento. Mas não creio que seja apenas isso.
A ideologia do brasileiro bom de bola é muito forte. E isso a imprensa perpetua com gosto. Se Herrera (argentino do Botafogo-RJ) faz um gol finalizando da intermediária no ângulo, é um belo gol. Mas se Willian (brasileiro do Avaí-SC) marca um tento com mesmas características, é um GOLAAAAAÇOO. Um FOGUETAAAAAÇO (rasgando a voz à la André Rening).
Sem falar nas comparações esdrúxulas. Miranda é melhor que Terry. Quem é melhor: Zico ou Zidane? Hernanes e Gerrard, quem ganha este duelo? E por aí vai.
Nesta semana estava assistindo a mais um espetáculo de Lionel Messi. Mas, Nick, foi o Real Madri que ganhou a Copa do Rei da Espanha. Tem nada a ver. Se David Villa e Xavi jogassem metade do que sabem, dificilmente o Barça não sairia vencedor. Bem, voltando a Lionel. O cara jogou demais, eu ria toda vez que ele pagava na bola. Eram no mínimo 3 marcadores velozes e furiosos em cima de La Pulga, e foram poucas as vezes que tiveram êxito em cima dele. Em um lance ele fintou 4 merengues e deixou Pedro livre para concluir à meta, mas poucos centímetros deixaram o avançado espanhol impedido. Aí eu fiquei pensando: neste numeroso contingente de craques, Messi seria o quê?
Mas craque mesmo é só brasileiro, né? Lucas é craque. Cicinho é craque. Diego Maurício é craque. Diego Souza é craque. Tyson é craque. Vamos lá amigos, completem a lista de “craques” nos comentários. Mas lembrem-se, devem ser “craques” (risos), como estes já citados.
Nicholas Moreno
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