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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Paciência tem limite em quase todo o planeta, menos no Brasil

Notícias de hoje dão conta de protestos na Espanha e na Grécia contra as chamadas medidas de austeridade, nas quais os governos pretendem cortar gastos públicos (saúde, educação e previdência que se cuidem) e aumentar os impostos, a fim de seguir a cartilha imposta pelo FMI e tentar sair da crise pisando na cabeça do povo. Multidões foram diretamente aos parlamentares na luta pelos seus direitos e sofreram, obviamente, a forte repressão policial.
O que me chamou atenção nesta noticia foi a movimentação do povo em tais países, que venho sempre observando em diversos momentos de instabilidade ou quando o governo toma decisões contrarias aos interesses sociais.
No Brasil, tivemos no início do ano um aumento absurdo para os congressistas, que passaram a ganhar o mesmo que um juiz do STF (cerca de R$ 26 mil mensais). Após tamanha excrescência, a presidente anunciou um corte nos gastos públicos (percebam! Enquanto o governo aperta as torneiras, o congresso aumenta o próprio salário sem dó nem piedade). Como se não bastasse, foi aprovado o aumento do salário mínimo para míseros 600 reais, sob uma chuva de protestos dos grandes empresários (tadinhos deles!!!). Ao mesmo tempo, fiquei sabendo (pela internet, pois a grande mídia esconde essas coisas) que existe uma porra (é isso mesmo!!!) de pensão vitalícia para ex-governadores com um valor astronômico e alguns ainda estão chiando porque a justiça de alguns estados querem cortá-la (aposentadoria por um cargo eletivo! É mole?!). Além de tudo isso (meu Deus!!!), o orçamento das obras pra a Copa do Mundo vem aumentando sucessivamente (perceberam o paradoxo? Mais dinheiro pras obras e menos pra salários e programas sociais).
Diante de tudo isso exposto no parágrafo anterior, o que nós fizemos? NADA
Moral da história: enquanto eles (políticos e grandes corporações financeiras) fazem o que querem, o povo apenas acompanha o big brother (nem sei se teve essa merda nesse ano), a novela da globo, o casamento de William e Kate, o futebol, entre outras coisas importantes.
Mas comemoremos, pois alguns setores ganham muito com tal situação: a grande mídia, que luta pra manter tudo do jeito que está; os governantes e mega-empresários, se regozijando com esse modelo de educação que forma pessoas para serem, invariavelmente, mão-de-obra barata e meros consumidores; as igrejas, de modo geral, que formam fiéis individualistas e alienados.
ÉÉÉÉÉÉÉ DO BRASIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!


Moisés Bonniek (fazendo mea culpa em tudo isso)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nova definição para a palavra “povo”

 Gilberto Kassab acaba de mudar o significado dessa palavra que representava o grupo onde, até o momento, todos nós (eu e provavelmente todos os nobres navegantes desse blog) pensávamos estar inseridos.
O político paulista é o principal fundador de um novo partido, o PSD (Partido Social Democrático). Percebe-se que criatividade pra nome de partido não é o forte desse pessoal, mas também com esses eleitores e essa estrutura política que temos não é preciso muita inventividade nesse aspecto.
No discurso de lançamento da nova sigla, Kassab fez a seguinte afirmação: “É um partido que nasce do povo, com o povo e para o povo brasileiro”. Tudo muito lindo, muito maravilhoso, mas vejamos que povo é esse ao qual o prefeito de São Paulo se refere.
A grande maioria dos parlamentares, governadores e vice-governadores que pretendem ingressar nesse partido possui bens acima de R$ 1 milhão, de acordo com levantamento feito junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dezenove parlamentares e integrantes do Executivo participaram do ato de fundação do PSD, no dia 21 de março, em São Paulo, ou manifestaram publicamente interesse de entrar na legenda. Desse total, apenas cinco não têm patrimônio declarado que atinge o milhão. O restante do grupo é, na maioria, composto por empresários, proprietários rurais, advogados e médicos, que possuem bens divididos em aplicações, participações em empresas, veículos e imóveis.
Em média, cada fundador do PSD tem patrimônio declarado de R$ 5,7 milhões.
A exemplo da senadora Kátia Abreu, líder da bancada ruralista no congresso (Deus me livre!!!), muitos componentes da nova sigla são dissidentes do DEM, partido em franco processo de extinção, muito por conta de seu discurso arcaico e péssimo desempenho no último pleito.
Pois é minha gente! (e não mais meu povo!rsrs) Se você ainda acha que faz parte do povo, saiba que sua conta precisa receber muitos, mas muitos zeros pra que você se “eleve” a esse “status”.
Alguém tem dúvidas de que muitos do antigo povo votarão no partido desse povo aí? Infelizmente, tenho certeza disso.
Vejam abaixo a lista com o top-five do patrimônio dos integrantes do novo partido.
1.Guilherme Afif Domingos, vice-governador de SP - R$ 49,2 milhões
2.Paulo Magalhães, deputado (DEM-BA) - R$ 14 milhões
3.Eleuses Paiva, suplente de deputado (DEM-SP) - R$ 7,6 milhões
4.Gilberto Kassab, prefeito (DEM-SP) - R$ 5,1 milhões (2008)
5.Robinson Faria, vice-governador (PMN-RN) - R$ 3,7 milhões

Moisés Bonniek - R$ 0 (mas esse não conta, pois não é do povo)

Moisés Bonniek