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domingo, 15 de julho de 2012

Eleições municipais, a mesma m... de sempre!


Mais uma eleição municipal se aproxima, e nada de surpreendente a acompanha. Os mesmos conchavos, as mesmas alianças, as mesmas “surpresas” de candidatos que achávamos serem rivais mortais se aliando em prol do “bem” comum dos interesses de seus correligionários, a mesma política fisiológica (compra de votos descarada, por exemplo, pra deixar de ser pedante), a mesma poluição sonora, os mesmos sorrisos, abraços e falsas promessas, a mesma merda de sempre.
Moro em Barreiros, uma pequena cidade situada na zona da mata sul de Pernambuco, e aqui a política se desenrola do mesmo modo que em qualquer outra cidade que conheci no interior da Bahia. O município parece não ter governo, tamanha é a falta de serviços e condições básicas para a população. Há pouco mais de dois anos sofremos uma enchente de graves proporções: muitas casas destruídas, gente desabrigada, duas das principais pontes da cidade foram abaixo. O tempo passou e pouca coisa foi feita no que concerne à reconstrução da cidade. Mesmo com o dinheiro enviado pelo governo federal (o que gerou uma polêmica na época, pelo fato de Pernambuco ser o estado natal do ex-presidente Lula e o crédito destinado ter sido maior do que pra outros lugares naquele momento), as duas pontes citadas, por exemplo, ainda não foram refeitas e em apenas uma delas foi improvisada uma passarela. A cidade continua imunda (lixo espalhado pelas ruas), muitas ruas sem o calçamento desde a enchente, mas as pessoas parecem conformadas com a situação. Quase todos na cidade dizem que aqui não tem governo, porém quando da chegada do pleito municipal, as mesmas pessoas correm atrás de favores dos candidatos, que se aproveitam muito bem da situação e mantém o funcionamento do ciclo eleitoral ad infinitum (promessas, favores pontuais, compra de votos, distribuição de cargos, desvio de verbas, cidade parada, após quatro anos voltam as promessas, favores pontuais...).
Não tenho a menor esperança numa transformação desse cenário. Penso que uma mudança na base educacional e, por conseguinte, na mentalidade da população geraria efeitos positivos a longo prazo, mas pra isso precisaríamos de políticas educacionais, e tudo que o governo não quer é um povo consciente de sua condição e realidade. Os movimentos sociais seriam uma alternativa consistente, porém não vejo ninguém se organizando no sentido de tocar projetos de educação libertadora, livre de vínculos religiosos ou políticos, que têm servido muito mais pra controlar as pessoas, mantendo-as longe do comando de seus próprios destinos.  

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Indignação nos outdoors


Que bom seria se tivéssemos outdoors como esses espalhados por todo o país!


O ótimo exemplo vem da cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, onde a população protesta contra o aumento do número de vereadores proposto pela câmara municipal.

Moisés Bonniek

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nova definição para a palavra “povo”

 Gilberto Kassab acaba de mudar o significado dessa palavra que representava o grupo onde, até o momento, todos nós (eu e provavelmente todos os nobres navegantes desse blog) pensávamos estar inseridos.
O político paulista é o principal fundador de um novo partido, o PSD (Partido Social Democrático). Percebe-se que criatividade pra nome de partido não é o forte desse pessoal, mas também com esses eleitores e essa estrutura política que temos não é preciso muita inventividade nesse aspecto.
No discurso de lançamento da nova sigla, Kassab fez a seguinte afirmação: “É um partido que nasce do povo, com o povo e para o povo brasileiro”. Tudo muito lindo, muito maravilhoso, mas vejamos que povo é esse ao qual o prefeito de São Paulo se refere.
A grande maioria dos parlamentares, governadores e vice-governadores que pretendem ingressar nesse partido possui bens acima de R$ 1 milhão, de acordo com levantamento feito junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dezenove parlamentares e integrantes do Executivo participaram do ato de fundação do PSD, no dia 21 de março, em São Paulo, ou manifestaram publicamente interesse de entrar na legenda. Desse total, apenas cinco não têm patrimônio declarado que atinge o milhão. O restante do grupo é, na maioria, composto por empresários, proprietários rurais, advogados e médicos, que possuem bens divididos em aplicações, participações em empresas, veículos e imóveis.
Em média, cada fundador do PSD tem patrimônio declarado de R$ 5,7 milhões.
A exemplo da senadora Kátia Abreu, líder da bancada ruralista no congresso (Deus me livre!!!), muitos componentes da nova sigla são dissidentes do DEM, partido em franco processo de extinção, muito por conta de seu discurso arcaico e péssimo desempenho no último pleito.
Pois é minha gente! (e não mais meu povo!rsrs) Se você ainda acha que faz parte do povo, saiba que sua conta precisa receber muitos, mas muitos zeros pra que você se “eleve” a esse “status”.
Alguém tem dúvidas de que muitos do antigo povo votarão no partido desse povo aí? Infelizmente, tenho certeza disso.
Vejam abaixo a lista com o top-five do patrimônio dos integrantes do novo partido.
1.Guilherme Afif Domingos, vice-governador de SP - R$ 49,2 milhões
2.Paulo Magalhães, deputado (DEM-BA) - R$ 14 milhões
3.Eleuses Paiva, suplente de deputado (DEM-SP) - R$ 7,6 milhões
4.Gilberto Kassab, prefeito (DEM-SP) - R$ 5,1 milhões (2008)
5.Robinson Faria, vice-governador (PMN-RN) - R$ 3,7 milhões

Moisés Bonniek - R$ 0 (mas esse não conta, pois não é do povo)

Moisés Bonniek