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domingo, 5 de junho de 2011

Um encontro com a natureza, comigo mesmo e com a vida



Janeiro de 2011. Aos 28 anos de idade (nunca é tarde para viver) resolvi fazer algo simples, mas ao mesmo tempo complexo e significativo em minha vida: fui ver o nascer do sol numa praia.
Nascer é força de expressão, pois a estrela que ilumina e aquece o nosso planeta existe há ‘zilhões’ de anos. O astro-rei “apenas” dá o ar da sua graça, em algum ponto da Terra, devido ao movimento de rotação da mesma.
Vê-lo surgir no horizonte representou pra mim um momento único, singular. Uma contemplação, interação corpo-natureza.
Quantas vezes na vida, em toda uma vida, paramos pelo menos por um instante nossas constantes atividades (trabalho, estudos, preocupações) pra simplesmente (e intensamente) se conectar com a natureza? Seja contemplando, seja agindo (plantando, alimentando ou afagando os animais)? Tudo isso de um modo reflexivo, tentando nos libertar (ao menos por segundos) das amarras desse mundo cruel, insano e desumano, que nos obriga a trabalhar pra manter o luxo de poucos pela migalha de nossa subsistência, enquanto nossa alma se torna um pobre vazio.
Naquele instante, tive a plena certeza de encontrar a mim mesmo, ora absorto em pensamentos, ora deixando corpo e mente trabalharem no ritmo daquele fenômeno esplêndido, sentindo a chegada da vida através dos raios solares, que vinham dançando suavemente sobre o mar.
Se quiseres saber o sentido da vida, entender o movimento do universo, ou até mesmo o valor de uma poesia, procure a natureza. Ela tem as respostas. Ela tem o que precisamos. Ela é a perfeição.
O homem não merece a natureza que tem.

Moisés Bonniek